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terça-feira, 15 de março de 2016

Diaconia trabalha no incremento da produção de famílias agricultoras

Por Carlos Henrique Silva*

O ano de 2016 será de fortalecimento na convivência com o Semiárido para milhares de famílias agricultoras no Sertão pernambucano e região do São Francisco. As famílias, que já estão se beneficiando com as 3.975 cisternas construídas através do programa Pernambuco Mais Produtivo, agora poderão receber em suas comunidades outros dois tipos de tecnologias (implementações) de armazenamento de água e incremento à produção de alimentos.

Ao todo, serão construídos 50 tanques de pedra e 20 barreiros lonados, além de 370 abrigos de armazenagem. Dos 19 municípios beneficiados pelas construções de cisternas, quatro já foram selecionados: Terra Nova, Salgueiro, Verdejante e Mirandiba.


Uma das pessoas mais animadas é o agricultor e líder comunitário Reginaldo Daniel Damasceno, presidente da Associação do Assentamento Fênix (Sítio Tiririca), em Verdejante: “Na minha propriedade, eu já tenho tarefas de maracujá, sorgo, cana e outras, que só estão desenvolvendo por causa do sistema de gotejamento trazido com o projeto, já que o poço está com pouca água. Agora, nossa expectativa é a construção dos abrigos para armazenar a produção”, comemora Reginaldo, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf) local e vice-presidente do Conselho municipal.


“Nesse momento, os sindicatos e lideranças comunitárias estão procurando em suas localidades as áreas mais propícias para receberem essas tecnologias. Após a indicação dos locais, a equipe técnica vai conferir de perto, fotografar e georreferenciar estes pontos para que se iniciem as construções”, destaca o coordenador do projeto, Salomão Jalfim. Ele ainda acrescenta que, com as chuvas que caíram no início do ano na região, praticamente todas as cisternas encheram e não houve reclamações de vazamentos, o que garantiu maior segurança às tecnologias construídas.


O programa Pernambuco Mais Produtivo é desenvolvido através da Secretaria de Agricultura Familiar (SEAF) e Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) do Governo do Estado de Pernambuco, com apoio da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA). Nas regiões do Araripe e São Francisco, a Diaconia executa a iniciativa em parceria com a ONG CAATINGA.


Conheça um pouco de cada tecnologia:


Tanque de Pedra ou caldeirão (foto): tecnologia de uso comunitário construída em áreas rochosas (lajedos). São erguidas paredes na parte mais baixa ou ao redor da área da pedra, que servem como barreira para captação e acúmulo da água de chuva. O volume armazenado depende do tamanho e da profundidade do tanque, e serve para o consumo dos animais, plantações e afazeres domésticos, como a lavagem de roupa.


Barreiro Lonado: tanque longo, estreito e fundo escavado no solo, que armazena água por mais tempo, diminuindo a evaporação durante a estiagem. Diferente do barreiro comum, o tipo lonado tem o seu fundo e superfície cobertos por uma lona plástica, com capacidade de armazenar mais de 150 mil litros.


Abrigos de Armazenagem: pequenas casas de alvenaria (medindo 5 m x 2,5 m) que servirão para estocagem da produção. Esta demanda surgiu a partir do uso dos calçadões como terreiros de secagem de grãos.

* Carlos Henrique Silva é assessor de comunicação da Diaconia.

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